{"id":251,"date":"2024-08-13T13:06:48","date_gmt":"2024-08-13T16:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/abrap.org\/?p=251"},"modified":"2026-01-20T14:20:16","modified_gmt":"2026-01-20T17:20:16","slug":"doenca-de-alzheimer-historias-de-familia-e-analise-de-relatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/2024\/08\/13\/doenca-de-alzheimer-historias-de-familia-e-analise-de-relatos\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a de Alzheimer: Hist\u00f3rias de fam\u00edlia e an\u00e1lise de relatos."},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"251\" class=\"elementor elementor-251\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bd79813 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"bd79813\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-278f40c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"278f40c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Angela Hiluey\u00b9<\/span><\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1dff45c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1dff45c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Fred conhece Elza numa dessas oportunidades que a vida oferece. Ele \u00e9 um vi\u00favo ap\u00e1tico de 78 anos, enquanto ela aos 83 \u00e9 jovial e adora usufruir da vida.<\/p><p>Elza finda por contagiar Fred com seu entusiasmo. E assim, ao longo da pel\u00edcula, v\u00ea-se um casal de idosos explorando suas possibilidades, apesar das perdas no \u00edntimo do ser, para aproveitar a vida com autonomia e alegria. Ao final do filme, Fred diante da morte de Elza, j\u00e1 previs\u00edvel, uma vez que ela estava doente, usa as boas lembran\u00e7as da vida com Elza para encontrar conforto e seguir em frente.<\/p><p>As narrativas familiares aqui enfocadas n\u00e3o retrataram uma bela vida como a de Fred &amp; Elza, embora nesta houvesse dilemas, afli\u00e7\u00f5es, perdas, doen\u00e7a e at\u00e9 mesmo a morte. Ou seja, bela vida n\u00e3o significa aus\u00eancia de transtornos.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fed580b e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"fed580b\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-726c99f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"726c99f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00b9 psic\u00f3loga (CRP-06\/10.316); mestre em Dist\u00farbios do Desenvolvimento pela Univ. Presbiteriana Mackenzie; Doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Fac. de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo; p\u00f3s-doutorado em Terapia de Casal e de Fam\u00edlia pela UAB- Univ. Aut\u00f4noma de Barcelona-ES; psicoterapeuta de casal e de fam\u00edlia pela Escola de Terapia Familiar do Hospital de Sant Creu e Sant Pau (UAB); credenciada psicoterapeuta no modelo relacional sist\u00eamico pela FLAPSI- Federa\u00e7\u00e3o latino-americana de Psicoterapia; diretora, coordenadora, docente e supervisora no curso de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o Lato Sensu do CEF- Centro de Estudos da Fam\u00edlia Itupeva-SP, escola associada a RELATES- Rede europeia e latino-americana de escolas sist\u00eamicas; membro titular da ABRATEF e da APTF; membro efetivo da EFTA- Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Terapia Familiar; ex-presidente da ABRAP- Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicoterapia (gest\u00f5es 2017-2019 e 2019-2021&nbsp;<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-367c3ff e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"367c3ff\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1bfb7b5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1bfb7b5\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Esta pesquisa teceu-se a partir de Hist\u00f3rias de Fam\u00edlia, narradas pelos familiares que viviam com um idoso com DA e da an\u00e1lise destes relatos.<\/p>\n<p><br>A perspectiva fenomenol\u00f3gica foi a escolhida para realizar a an\u00e1lise dos relatos pois, segundo Giorgi (1978) este \u00e9 o referencial adequado quando se foca o ser humano. Para a execu\u00e7\u00e3o desta utilizou-se a proposta para uma An\u00e1lise em Etapas, de Giorgi (1985).<\/p>\n<p><br>Esta investiga\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o deixou de ter uma tese na qual se baseou, em fun\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia desta para a sa\u00fade mental. Tese esta que adveio da ideia formulada por Linares (2002) o qual, a partir de sua pr\u00e1tica e pesquisas afirmou que as narrativas familiares que permitem uma condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para o crescimento, amadurecimento, bem-estar e sa\u00fade mental dos seres humanos s\u00e3o aquelas onde se encontra o reconhecimento, valoriza\u00e7\u00e3o, carinho\/ternura. Estes s\u00e3o os elementos nomeados por Linares como constituintes do substrato da nutri\u00e7\u00e3o relacional, fundamental para haver sa\u00fade mental.<\/p>\n<p><br>E assim, guiando-se pelo objetivo de conhecer o fen\u00f4meno \u2013 a viv\u00eancia dos familiares com um idoso com DA que por sua vez permitiria atingir o segundo objetivo desta Tese \u2013 conhecer os fatores que favorecem ou bloqueiam a nutri\u00e7\u00e3o relacional, realizou-se esta investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br>Tomou-se ent\u00e3o para realiz\u00e1-la as afirma\u00e7\u00f5es de cada uma das 10 fam\u00edlias entrevistadas e gravadas em fita cassete. Numa primeira entrevista sem a presen\u00e7a real do idoso, e na segunda entrevista quando a fam\u00edlia interagiu, na presen\u00e7a real do idoso, enquanto realizavam uma atividade que resultou em duas fotografias: 1) para uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica do passado, em momento anterior aos primeiros ind\u00edcios da doen\u00e7a; 2) para uma situa\u00e7\u00e3o do presente.<br>P\u00f4de-se ent\u00e3o compreender o que vivia a fam\u00edlia que enfrentava a doen\u00e7a de Alzheimer, a forma mais comum de dem\u00eancia senil do tipo irrevers\u00edvel. Esta compreens\u00e3o decorreu do desvelamento dos significados desta conviv\u00eancia, atrav\u00e9s da an\u00e1lise dos relatos verbais e n\u00e3o-verbais.<\/p>\n<p><br>Evidenciou-se neste trabalho, que todas as fam\u00edlias manifestaram ter dificuldade para conviver com o idoso com DA.<br>Pode-se concluir que as fam\u00edlias conheciam os efeitos da DA, mas n\u00e3o se encontrou dados que permitissem afirmar seu conhecimento sobre aquilo que causava tais efeitos.<\/p>\n<p><br>Experimentavam por sua vez o des\u00e2nimo frente aos resultados insatisfat\u00f3rios no trato com o idoso mesmo quando atrav\u00e9s de Regina, da fam\u00edlia Souza, veio a frase: \u201cse ficava dando voltas\u201d, pois a condi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da DA era desconsiderada.<\/p>\n<p><br>Estas fam\u00edlias vivenciam a impot\u00eancia, ao n\u00e3o saberem o que fazer consigo mesmo, nem com o idoso. No entanto, tanto a impot\u00eancia como o desespero apareceram encobertos por uma s\u00e9rie de certezas que eram necess\u00e1rias para que pudessem se guiar e assim seria contida a afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br>Os significados desvelados a partir dos dados, tamb\u00e9m evidenciaram que todas as fam\u00edlias reconheciam efetivamente a interfer\u00eancia dos esquecimentos, repeti\u00e7\u00f5es, recusas, queixas e confus\u00f5es do idoso com DA, mas somente a partir do momento que causavam um inc\u00f4modo na fam\u00edlia, em fun\u00e7\u00e3o da press\u00e3o gerada sobre a organiza\u00e7\u00e3o vigente eram interpretados como anormalidade.<\/p>\n<p><br>P\u00f4de-se ainda, atrav\u00e9s dos dados, evidenciar-se a contradi\u00e7\u00e3o sobre o estado do idoso quer emocional quer cognitivo.<br>Sup\u00f5e-se que outros fatores al\u00e9m do reconhecimento do estado emocional e cognitivo do idoso devem intervir ocasionando esta contradi\u00e7\u00e3o. Entre estes fatores pode estar o significativo grau de dificuldade para saber agir com um idoso com DA como j\u00e1 foi descrito no corpo deste trabalho. Os dados ilustram qu\u00e3o complexa \u00e9 a tarefa de interpretar aquilo que o idoso com DA mostra.<\/p>\n<p><br>Sendo assim, os significados desvelados permitem que se conclua que o momento de se haverem com as condi\u00e7\u00f5es reais e imprevis\u00edveis dos idosos com DA ficava adiada enquanto usavam as justificativas que conheciam, conferindo assim um car\u00e1ter de naturalidade ao que ocorria.<\/p>\n<p><br>Uma vez que o idoso com DA n\u00e3o consegue expressar o que lhe passa, pode-se supor que o sofrimento deste idoso acaba sendo responsabilidade de quem o acompanha. Atrav\u00e9s de Rolland (2000) e Camdessus, Bonjean &amp; Spector (1995) sabe-se qu\u00e3o avassalador \u00e9 uma enfermidade cr\u00f4nica e irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p><br>Baeza (2003) j\u00e1 citada ao longo deste trabalho evidenciou \u00e0 custa de sua pr\u00e1tica que nas pessoas da fam\u00edlia, em fun\u00e7\u00e3o de suas necessidades e das mudan\u00e7as que a doen\u00e7a cr\u00f4nica provoca, s\u00e3o mobilizadas emo\u00e7\u00f5es tais como: tristeza, pena, culpa, raiva, ira. Encontrou-se nesta investiga\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m essas rea\u00e7\u00f5es emocionais. E mais, Baeza (2006) mostrou que o idoso com dem\u00eancia sente dor, ao mesmo tempo que desenvolveu um instrumento para auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o desta dor, quando o idoso n\u00e3o consegue se comunicar.<\/p>\n<p><br>No caso da DA, tem-se ent\u00e3o dois lados, o lado da fam\u00edlia e o do idoso. Nenhum desses lados consegue expressar aquilo que gerou o sofrimento. Experimentam ent\u00e3o o desespero. A fam\u00edlia atribui o seu infort\u00fanio, o seu desespero ao idoso. Pode-se concluir que n\u00e3o s\u00e3o mesmo pessoas ruins, como temia Tereza, da Fam\u00edlia Silva, mas sim, pessoas transtornadas. A fam\u00edlia envia o seu desespero para o idoso, usando o modelo de Bion, que passa, ent\u00e3o, a representar o perigo, o algoz, o sugador, o asfixiante. E a\u00ed, mesmo com substitutos, poucos minutos juntos, e o desespero retorna.<br>Espina e Nicol\u00f2 (1995) usaram as considera\u00e7\u00f5es de Bion sobre a fun\u00e7\u00e3o do psicoterapeuta quando este autor usa o modelo m\u00e3e-beb\u00ea. Este mesmo modelo pode-se utilizar ao se sugerir que estas fam\u00edlias necessitam de quem as acolha em suas ang\u00fastias<\/p>\n<p><br>Esta sugest\u00e3o que decorre da conex\u00e3o que foi poss\u00edvel entre os resultados apresentados, sup\u00f5e a necessidade de parceria entre a fam\u00edlia e a equipe de sa\u00fade.<\/p>\n<p><br>A sugest\u00e3o decorrente desta conex\u00e3o pede que sejam feitos esfor\u00e7os no sentido de ampliar o atendimento \u00e0 fam\u00edlia com idoso com DA para incluir al\u00e9m da conduta m\u00e9dica, o sentido de parceira, ou seja, corresponsabilidade entre fam\u00edlia e equipe de sa\u00fade.<\/p>\n<p><br>Acredita-se, ser, ent\u00e3o, necess\u00e1rio levar em conta que a fam\u00edlia com o idoso com DA vivencia:<br><\/p>\n<ul>\n<li>a agonia fruto da incompreens\u00e3o da falta de l\u00f3gica no idoso, emocional e cognitiva;<\/li>\n<li>a conten\u00e7\u00e3o da sua agonia \/ terror, atrav\u00e9s de coloc\u00e1-lo no idoso;<\/li>\n<li>decorrente desta forma para conten\u00e7\u00e3o do terror, o idoso fica assustador \/ perigoso \/ destrutivo;<\/li>\n<li>a desorienta\u00e7\u00e3o diante de ora atitudes sensatas ora atitudes insensatas por parte do idoso;<\/li>\n<li>a conten\u00e7\u00e3o desta desorienta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de explica\u00e7\u00f5es baseadas nas caracter\u00edsticas do idoso no passado e ao identific\u00e1-lo a uma crian\u00e7a;<\/li>\n<li>a perda do idoso do passado e de sua fun\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia;<\/li>\n<li>as recorda\u00e7\u00f5es por parte dos filhos do idoso de suas viv\u00eancias em sua fam\u00edlia de origem, incluindo seus irm\u00e3os, pais e av\u00f3s quer na presen\u00e7a f\u00edsica quer imagin\u00e1ria deles.<\/li>\n<li>Necessidade da cria\u00e7\u00e3o de uma nova organiza\u00e7\u00e3o familiar, pois todo o sistema foi afetado.<\/li>\n<li>O idoso com DA \u00e9 ignorado.<\/li>\n<\/ul>\n<p><br><\/p><p>Os resultados desta investiga\u00e7\u00e3o permitem que se constate que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples, assim, saber como a fam\u00edlia est\u00e1 entendendo a doen\u00e7a e o tratamento proposto. Leve-se, em conta, que os autores que fizeram esta afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o estavam se ocupando de tratar a DA, somente estavam discorrendo sobre aquilo que se precisa para trat\u00e1-la \u2013 da Fam\u00edlia.<\/p><p><br>No entanto, os demais profissionais desta equipe multidisciplinar estar\u00e3o imersos neste contexto.<br>A pr\u00f3pria expans\u00e3o aqui sugerida para o atendimento da fam\u00edlia com idoso com DA sob o v\u00e9rtice da parceria (HILUEY, 1999, 2004) pressup\u00f5e o trabalho em equipe interdisciplinar.<\/p><p><br>Uma equipe interdisciplinar que vai se constituir atrav\u00e9s de uma din\u00e2mica de coopera\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o, circularidade no exerc\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o de uma tarefa comum (Vega, 1997, p. 185).<\/p><p><br>A exist\u00eancia da equipe interdisciplinar evidencia que se est\u00e1 considerando a complexidade, pois como escreve Linares:<br>\u201cLa complejidad hace imposible el dogmatismo; o, mejor dicho, el dogmatismo surge de la ignorancia de la complejidad\u201d<br>(Linares, 2003, p. 37).<\/p><p><br>Vale lembrar que as pr\u00f3prias fam\u00edlias n\u00e3o consideravam a complexidade, o que permite supor que um esfor\u00e7o dever\u00e1 ser feito para que se incluam nas consultas e busquem os demais profissionais necess\u00e1rios para tratarem-se e ao idoso com DA.<\/p><p><br>Trata-se a seguir do outro objetivo aqui proposto referente \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o relacional.<\/p><p><br>Gra\u00e7as ao desvelar dos significados sobre o sentir, pensar e agir dos familiares de um idoso com DA presentes nas narrativas familiares foi poss\u00edvel reconhecer-se que a admira\u00e7\u00e3o \u00e9 um fator que gera reconhecimento, valoriza\u00e7\u00e3o e mesmo gera a disponibilidade afetiva apresentada por ternura \/ carinho, segundo nomea\u00e7\u00e3o de Linares (2002) para os componentes do substrato da nutri\u00e7\u00e3o relacional.<\/p><p><br>Ou seja, quando pode ser atribu\u00edda a conota\u00e7\u00e3o positiva a uma pessoa ou uma situa\u00e7\u00e3o vivida pode-se encontrar os elementos que comp\u00f5em a nutri\u00e7\u00e3o relacional nas narrativas familiares.<\/p><p><br>Pode-se tamb\u00e9m observar que estes contextos familiares onde h\u00e1 um idoso com DA o qual recebe uma conota\u00e7\u00e3o negativa, pois \u00e9 perigoso \/ assustador \/ destrutivo o fluxo de nutri\u00e7\u00e3o relacional fica afetado, mesmo tendo os elementos necess\u00e1rios para tanto.<\/p><p><br>Considera-se, portanto que, ao n\u00e3o poder a fam\u00edlia suportar as emo\u00e7\u00f5es mobilizadas na conviv\u00eancia com o idoso com DA ele passa a ser conotado negativamente, j\u00e1 que d\u00e1 medo. Fica ent\u00e3o afetado o fluxo de nutri\u00e7\u00e3o relacional nas narrativas familiares destas fam\u00edlias.<\/p><p><br>Os resultados aqui apresentados que permitiram que se delineasse ao longo deste trabalho como convive a fam\u00edlia entre eles e com o idoso com DA permitiu que se idealizasse a imagem gr\u00e1fica 1 a seguir com a inten\u00e7\u00e3o de representar a pris\u00e3o na qual a fam\u00edlia est\u00e1 como forma de tolerar o desespero, o desamparo que vivencia. A imagem gr\u00e1fica 2 sugere a possibilidade de sa\u00edrem desta pris\u00e3o desde que sejam amparados para poderem pensar neste desespero. O que pressup\u00f5e a exist\u00eancia da equipe interdisciplinar.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d009094 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"d009094\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b9b5540 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"b9b5540\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cbf5801 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"cbf5801\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"396\" src=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-01.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-252\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-01.jpg 512w, https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-01-300x232.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Equipe interdisciplinar e o espa\u00e7o para acolhimento e para pensar<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b197721 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"b197721\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0c003ef elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"0c003ef\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"396\" src=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-02.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-253\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-02.jpg 512w, https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Alzheimer-02-300x232.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Pris\u00e3o como forma de se proteger do medo<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cd02185 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"cd02185\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4f7745a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4f7745a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tEsta tese permitiu escrever uma nova narrativa e novos caminhos foram sugeridos, ent\u00e3o quem sabe&#8230;\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-13957c2 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"13957c2\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a412a0f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a412a0f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica<\/h4><p>HILUEY, A.A.G.S. (2007). Doen\u00e7a de Alzheimer: Hist\u00f3rias de fam\u00edlia e analise dos relatos. 285p. Tese (P\u00f4s Doutorado em Terapia Familiar) Escola de Terapia Familiar do Hospital de La Santa Creu I Sant Pau. Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ver a pel\u00edcula de Miguel Caraveles intitulada Elza &#038; Fred \u00e9 ter um retrato da velhice no qual muitos de n\u00f3s provavelmente identificariam a sua meta para a velhice no futuro, bem como na qual desejariam poder identificar seus pais na velhice, no presente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":257,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-251","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":293,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251\/revisions\/293"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}