{"id":388,"date":"2025-02-12T18:13:42","date_gmt":"2025-02-12T21:13:42","guid":{"rendered":"https:\/\/abrap.org\/?p=388"},"modified":"2026-01-20T18:26:41","modified_gmt":"2026-01-20T21:26:41","slug":"arranhe-o-adulto-e-aparecera-a-crianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/2025\/02\/12\/arranhe-o-adulto-e-aparecera-a-crianca\/","title":{"rendered":"Arranhe o adulto e aparecer\u00e1 a crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"388\" class=\"elementor elementor-388\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8fc6ed1 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"8fc6ed1\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c2b38aa elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c2b38aa\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Como nos lembra Kupermann: \u201cA marca da delicadeza proposta por Ferenczi \u00e0 cl\u00ednica psicanal\u00edtica, reside assim, no alerta para que o abandono traum\u00e1tico sofrido pelo analisando n\u00e3o se reproduza na experi\u00eancia transferencial.\u201d<\/p><p>Precisamos estar muito atentos para que n\u00e3o sejamos insens\u00edveis \u00e0 hist\u00f3ria de sofrimento do sujeito que escolheu ser acompanhado por n\u00f3s, sendo de fundamental import\u00e2ncia, tomarmos um contato constante com aspectos contra transferenciais, pensarmos em como somos afetados e em fun\u00e7\u00e3o disso, como afetaremos nossos analisandos.<\/p><p>Seguindo em Kupermann: \u201cDiante de um analista insens\u00edvel, s\u00f3 restar\u00e1 ao analisando o descr\u00e9dito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua dor, configurando, por meio de uma esp\u00e9cie de anestesia mort\u00edfera, o derradeiro abandono de si.<\/p><p>Sabemos que a finalidade principal de uma an\u00e1lise, n\u00e3o \u00e9 a compreens\u00e3o que o sujeito possa obter sobre si. Cabe ao processo anal\u00edtico, a nomea\u00e7\u00e3o e a historiciza\u00e7\u00e3o do sofrimento ps\u00edquico, n\u00e3o s\u00f3 pela racionaliza\u00e7\u00e3o, mas sim principalmente por via das experi\u00eancias afetivas de acolhimento e tato. O analista poder\u00e1 nesta perspectiva, cuidar empaticamente de seu analisando, promovendo atrav\u00e9s desse v\u00ednculo transferencial, que o analisando, venha a obter toda uma mudan\u00e7a de rela\u00e7\u00f5es consigo mesmo e com os objetos. Sendo assim, o preponderante objetivo anal\u00edtico, ser\u00e1 o de produzir efeitos afetivos.<\/p><p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20250322215332\/https:\/\/abrap.org\/https-abrap-org-sexualidade-infantil-freud-ou-ferenczi\/\">Sexualidade infantil: Freud ou Ferenczi?<\/a><\/strong><\/p><p>Quem sabe de si \u00e9 o pr\u00f3prio sujeito, nesse enquadre, temos um analista cada vez mais interpretando menos, fazendo pontua\u00e7\u00f5es que auxiliem o analisando a prosseguir, baseando-nos na \u00e9tica do cuidado que Ferenczi prop\u00f5e. Ao estarmos com um paciente muito fragmentado, precisamos interferir no sentido contr\u00e1rio de promover ang\u00fastia. Frente a um estado de desamparo, de solid\u00e3o, ao percebermos que o sujeito precisa de acolhimento, n\u00e3o podemos gerar efeitos iatrog\u00eanicos que os descompensariam ainda mais.<\/p><p>No artigo Confus\u00e3o de L\u00edngua Entre os Adultos e a Crian\u00e7a, Ferenczi nos falar\u00e1 de pacientes que os acusava de ser frio, duro, cruel, ego\u00edsta, presun\u00e7oso e gritavam: \u201cDepressa, ajude-me, n\u00e3o me deixe morrer nesta ang\u00fastia.\u201d Isso nos remete a tomarmos contato, a partir do nosso manejo cl\u00ednico, com aspectos da puls\u00e3o de morte dos nossos pacientes, que os levam a sentir-se em desamparo, em ang\u00fastia de aniquilamento, que s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es muito arcaicas de nosso funcionamento ps\u00edquico.<\/p><p>Ainda no mesmo artigo, ele prossegue nos dizendo: \u201cEm vez de contradizer o analista, de acusa-lo de fracasso ou de cometer erros, os pacientes identificam-se com ele. Somente em momentos excepcionais de excita\u00e7\u00e3o hister\u00f3ide \u2013 ou seja, num estado quase inconsciente- \u00e9 que os doentes podem reunir suficiente coragem para protestar. [\u2026] portanto, devemos n\u00e3o s\u00f3 aprender a adivinhar, a partir das associa\u00e7\u00f5es dos doentes, as coisas desagrad\u00e1veis do passado, mas tamb\u00e9m nos obriga muito mais a adivinhar as cr\u00edticas recalcadas ou reprimidas que nos s\u00e3o endere\u00e7adas.<\/p><p>O autor nos mostra que na inf\u00e2ncia, al\u00e9m do \u00c9dipo, h\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o dos adultos com as crian\u00e7as, uma tend\u00eancia incestuosa desses, uma linguagem da paix\u00e3o, inconsciente para eles, que se manifesta atrav\u00e9s de conte\u00fados sexuais, com amea\u00e7as e puni\u00e7\u00f5es. Adultos mandam, crian\u00e7as obedecem\u2026 as crian\u00e7as, em busca de ternura e aprova\u00e7\u00e3o, em sua quase totalidade, n\u00e3o conseguem entender essa linguagem da paix\u00e3o adulta e acabam tendo uma viv\u00eancia violenta e em geral terror\u00edfica, principalmente quando ao manifest\u00e1-las os adultos as desmentem.<\/p><p>E como se dar\u00e1 esse desmentido? Ele ocorrer\u00e1, quando o adulto n\u00e3o d\u00e1 credibilidade a algo que tenha acontecido com a crian\u00e7a, algo da qual ela se queixa pedindo ajuda e essa confirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 quando o adulto quer \u201cconvencer\u201d a crian\u00e7a em sofrimento, buscando entender e nomear o que se passou com ela, de que nada se deu, nada aconteceu. \u00c9 esse desmentido, que tornar\u00e1 o traumatismo patog\u00eanico, pois a crian\u00e7a, al\u00e9m de ter sofrido o trauma, sofre da desautoriza\u00e7\u00e3o de um adulto que deveria proteg\u00ea-la, um adulto em quem ela deveria confiar. \u00c9 nessa situa\u00e7\u00e3o que ela ir\u00e1 encontrar-se totalmente desamparada, sem ter mais a quem recorrer.<\/p><p>\u00c9 o adulto, que poderia dar-lhe o entendimento da experi\u00eancia vivida, mas ao desmenti-la, o que poderia reinscrever-se psiquicamente, de modo diferente do que foi o trauma, confirmar\u00e1 o que aconteceu, com o agravante de colocar em d\u00favida as pr\u00f3prias percep\u00e7\u00f5es daquele que a vivenciou. Esse comportamento adulto, desmentindo, desautorizando todo um relato da experi\u00eancia traum\u00e1tica em si, proporcionar\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o decisiva no traumatismo. Como nos dir\u00e1 Felicia Knobloch: \u201cO adulto, aqui, nega \u00e0 crian\u00e7a o direito de reconhecer como verdadeiros os sentimentos por ela vivenciados e tenta, ao mesmo tempo, forjar e impor uma outra hist\u00f3ria.\u201d Como analistas podemos tamb\u00e9m desmentir nosso analisando, apontando-lhe fantasias persecut\u00f3rias, responsabilizando-o pela viv\u00eancia, sem considerar que um evento externo poder\u00e1 ser o causador dessa percep\u00e7\u00e3o. Em nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo, sofremos preconceitos, ataques, v\u00e1rios tipos de viol\u00eancias, desautoriza\u00e7\u00f5es que visam nos silenciar. Na tentativa de proteger todo um poder patriarcal, os grupos considerados minorias pol\u00edticas como gays, negros mulheres, transg\u00eaneros, etc\u2026 poder\u00e3o ver-se submetidos a essa condi\u00e7\u00e3o.<\/p><p>S\u00f3 uma psican\u00e1lise humanizante e redentora, que tenha como objetivo a escuta em todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es, considerando graus de igualdade, buscando dar voz a quem quer falar do seu sofrimento, poder\u00e1 libertar o sujeito desses processos de subalterniza\u00e7\u00e3o, sem sentir-se exclu\u00eddo. Para isso, n\u00f3s analistas pelo suposto saber que nos \u00e9 institu\u00eddo transferencialmente, devemos deix\u00e1-los falar, exercitando empaticamente nossa postura, na tentativa de podermos sair de pensamentos pr\u00f3prios e escut\u00e1-los na forma como eles se apresentam, pois nem sempre nossas viv\u00eancias s\u00e3o similares e equivalentes.<\/p><p>Tanto humana quanto profissionalmente, temos vis\u00f5es de mundo diferentes, com toda uma multiplicidade discursiva. Cabe perguntar-nos: h\u00e1 neutralidade? Possivelmente n\u00e3o, portanto, devemos trabalhar continuamente em n\u00f3s, o que poder\u00e1 nos tirar desse lugar de reprodu\u00e7\u00e3o de traumatismos. Somos atravessados por uma postura \u00e9tica que deve ser questionada muitas e muitas vezes, repensando nossos marcadores sociais, repensando nosso posicionamento pol\u00edtico sempre presente.<\/p><p>Precisamos aprender afetivamente, onde estamos deixando de ouvir.<\/p><p>J\u00f4 Gondar no artigo, O Analista como testemunha, ir\u00e1 nos dizer: \u201c[\u2026] dar testemunho da pr\u00f3pria hist\u00f3ria e do pr\u00f3prio sofrimento, endere\u00e7ando-os a algu\u00e9m, seria uma forma de elabora\u00e7\u00e3o das viv\u00eancias traum\u00e1ticas\u2026 a Psican\u00e1lise n\u00e3o s\u00f3 produziu teorias consistentes sobre o trauma como tamb\u00e9m um dispositivo cl\u00ednico que \u00e9, em si mesmo, uma situa\u00e7\u00e3o testemunhal, reconhecendo que a cl\u00ednica do traum\u00e1tico liga com algo mais do que uma narrativa e sua escuta\u2026 testemunhar, n\u00e3o se trata simplesmente de narra o que aconteceu, mas faz\u00ea-lo ao mesmo tempo em que se admite que o que aconteceu, n\u00e3o faz parte do narr\u00e1vel. Sem o reconhecimento desse paradoxo, o efeito terap\u00eautico n\u00e3o se d\u00e1 ou ocorre de maneira enfraquecida\u2026 o psicanalista que ouve essa narrativa paradoxal, n\u00e3o seria ele tamb\u00e9m uma testemunha?\u201d<\/p><p>Em toda sua obra, tanto te\u00f3rica, quanto t\u00e9cnica, Ferenczi vai passo a passo nos mostrando, como \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia, estarmos muito atentos a todas as sensa\u00e7\u00f5es que os pacientes nos causam, para nos defrontarmos com as resist\u00eancias, n\u00e3o s\u00f3 do analisando, mas com as nossas pr\u00f3prias. Por isso, ele nos pergunta at\u00e9 onde chegou a an\u00e1lise do analista? Exig\u00eancia essa imprescind\u00edvel de nossa forma\u00e7\u00e3o continuada, pois s\u00f3 conseguiremos ouvir nossos pacientes, se tivermos ouvido a n\u00f3s mesmos em nossas inquieta\u00e7\u00f5es, em perguntas que formulamos sobre nosso mundo interno, sobre nossas rela\u00e7\u00f5es objetais, nossas fantasias, nossos medos e limita\u00e7\u00f5es, para s\u00f3 assim abandonarmos a postura que Ferenczi nomeava de hipocrisia profissional, onde o analista se coloca numa posi\u00e7\u00e3o de suposto saber, acreditando que sabe sobre o outro, o que nem mesmo sabe sobre si.<br \/>Em seu Di\u00e1rio Cl\u00ednico, Ferenczi, 1932 nos dir\u00e1: \u201cO que o doente espera do analista \u00e9 o cr\u00e9dito concedido \u00e0 realidade do evento\u201d.<\/p><p>Ferenczi considera o trauma, com respons\u00e1vel pela auto clivagem narc\u00edsica\/autotomia, onde ocorre todo um despeda\u00e7amento, com mutila\u00e7\u00f5es e fragmenta\u00e7\u00f5es. A autotomia \u00e9 um conceito da Biologia, onde algumas esp\u00e9cies para se protegerem de um perigo eminente, livram-se de um peda\u00e7o do pr\u00f3prio corpo, abandonando, um peda\u00e7o de si para obterem salva\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Num primeiro momento, num movimento defensivo, esses sujeitos podem apresentar uma rea\u00e7\u00e3o alopl\u00e1stica, tentando mudar o ambiente e o contato com o adulto agressor, acreditando que esse choque n\u00e3o mais acontecer\u00e1. Quando percebem a impossibilidade dessa mudan\u00e7a ocorrer, podem surgir rea\u00e7\u00f5es autopl\u00e1sticas, utilizando defesas como a clivagem, a fragmenta\u00e7\u00e3o, a atomiza\u00e7\u00e3o de si e a autotomia (capacidade que algumas esp\u00e9cies possuem de liberar partes de seu corpo em automutila\u00e7\u00e3o). Na linguagem de Winnicott o sujeito utiliza-se de um falso self para sofrer, enquanto o verdadeiro self ficar\u00e1 de algum modo, protegido. De um lado a morte e do outro a vida, dor e riso, mesclando desespero e alento sempre em busca de regenerar o que restou.<\/p><p>No Di\u00e1rio Cl\u00ednico de 1932, Ferenczi refere-se \u00e0 insensibilidade do analista que podemos considerar como uma defesa nossa, que quando utilizada, poder\u00e1 nos impedir de sermos afetados e consequentemente deixamos de afetar nossos analisandos no encontro cl\u00ednico.<\/p><p>Em Elasticidade da T\u00e9cnica Psicanal\u00edtica, Ferenczi retoma uma formula\u00e7\u00e3o important\u00edssima de Freud, at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o devidamente valorizada: a de que uma interpreta\u00e7\u00e3o cometida sem tato \u00e9 n\u00e3o apenas in\u00f3cua, mas efetivamente patog\u00eanica. Segundo Kupermann:<\/p><blockquote><p><i>\u201cFerenczi remete o tato, cujo sentido Freud n\u00e3o chegou a aprofundar, \u00e0 faculdade da empatia (Einfuhlung), at\u00e9 ent\u00e3o explorada apenas no terreno da investiga\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, e cuja tradu\u00e7\u00e3o literal seria \u201csentir dentro\u201d [\u2026] \u00e9 a compreens\u00e3o do campo transferencial como um plano de compartilhamento afetivo que, por meio do encontro l\u00fadico, favorece a produ\u00e7\u00e3o de sentidos para as experi\u00eancias de cada um dos parceiros da an\u00e1lise. Se o analista se dispuser a ser usado como um \u201cjo\u00e3o-teimoso\u201d, e se oferecer como suporte das mais intensas manifesta\u00e7\u00f5es afetivas previstas pela transfer\u00eancia, ser\u00e1 recompensado com o ultrapassamento de muitas das resist\u00eancias objetivas, impostas pelo tratamento-padr\u00e3o. Assim, a inova\u00e7\u00e3o de Ferenczi segundo a sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, foi resgatar da regra fundamental, a dimens\u00e3o de liberdade.\u201d<\/i><\/p><\/blockquote><p>Para efeito terap\u00eautico, a psican\u00e1lise, privilegia a singularidade de cada analisando e a dignidade de seu sofrimento. A interpreta\u00e7\u00e3o excessiva, privilegiando o intelig\u00edvel e n\u00e3o as viv\u00eancias afetivas, pode inibir as manifesta\u00e7\u00f5es regressivas. Coube a Ferenczi formular a necessidade do acolhimento do infantil em an\u00e1lise. Em An\u00e1lises de crian\u00e7as com adultos, texto de 1931, ele nos mostra que em vez de falar DA crian\u00e7a que habita o analisando via interpreta\u00e7\u00e3o, seria preciso falar COM a crian\u00e7a que aparece em cada sujeito, dando voz ao aforisma com o qual me propus trabalhar neste artigo.<\/p><p><em>\u201cNAS HORAS GRAVES, OS OLHOS FICAM CEGOS;<br \/>\u00c9 PRECISO, ENT\u00c3O, ENXERGAR COM O CORA\u00c7\u00c3O.\u201d<br \/>Antoine de Saint-Exup\u00e9ry<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f300837 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"f300837\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-655901fc e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"655901fc\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-76ae6c67 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"76ae6c67\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ABRAP-Heloisa-antiori.jpeg\" class=\"attachment-full size-full wp-image-391\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ABRAP-Heloisa-antiori.jpeg 768w, https:\/\/abrap.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/ABRAP-Heloisa-antiori-225x300.jpeg 225w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6ed5deca e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"6ed5deca\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-20d9d919 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"20d9d919\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Autora<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4e58abbc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4e58abbc\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"p1\">Helo\u00edsa Antiori<br \/>Psic\u00f3loga<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao pensarmos nesse aforisma que Ferenczi nos deixou, dentre suas in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es, podemos pensar diretamente na nossa postura de analistas e no consequente manejo cl\u00ednico que devemos adotar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":398,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=388"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":401,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/388\/revisions\/401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrap.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}